"In the UK, this is happening more frequently with education. The standard explanation for the declining graduate wage premium is that higher education expanded too fast and too far, and too many people now go to university. But similar expansions elsewhere have not produced the same outcome. Instead, the evidence points primarily to problems in the economy, not the education system: weak productivity growth and an unusually low number of genuinely graduate-worthy, well-paid professional and managerial jobs."
O artigo e o gráfico geraram muita discussão no Twitter... talvez porque a comparação seja entre a economia americana e a do Reino Unido. No entanto, a explicação é tão simples...
Em todos os níveis de literacia e numeracia, os trabalhadores norte-americanos recebem salários superiores aos britânicos, após ajuste pelas diferenças de custo de vida. Um trabalhador americano com nível funcional de literacia inferior ganha aproximadamente o mesmo por hora que o trabalhador britânico médio. É o mesmo que escrevi aqui:
"Por que é que um motorista de autocarro em Oslo ganha muito mais do que no Porto a fazer exactamente o mesmo? Porque, se não ganhasse mais, ninguém quereria ser motorista"
A diferença salarial surge antes de compararmos qualificações. Está na economia em que cada pessoa trabalha. O salário de uma pessoa depende também da produtividade do sistema que a rodeia. É por essa razão que um canalizador americano ganha mais do que um britânico, e que um motorista português aumenta o salário quando passa a conduzir um autocarro na Suíça. A pessoa conserva grande parte das suas competências. Muda a economia em que essas competências são utilizadas.
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