A disposição escolhida produzia uma assimetria difícil de ignorar: a líder da IL aparecia afundada num sofá, enquanto o presidente estava sentado numa cadeira mais alta e numa posição visualmente dominante. Numa das fotografias, fica-se até com a impressão, reconheço que é apenas uma interpretação, de que ela procurava contrariar esse efeito, tentando não parecer tão afundada como surgira nas imagens televisivas.
Talvez esteja a atribuir demasiada importância à linguagem corporal e à disposição do mobiliário. Mas, em encontros institucionais, a cenografia também comunica. A altura dos assentos, a distância entre os interlocutores e a postura que o mobiliário impõe podem reforçar ou contrariar a ideia de uma relação entre iguais. Mesmo que a assimetria não tenha sido intencional, o resultado visual permanece.


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