terça-feira, julho 28, 2026

Curiosidade do dia

Esta manhã na praia, debaixo de um nevoeiro bem celebrado e bem recebido:


Li o 3º capítulo de "Incorruptible", um capítulo sobre as regras de governância das sociedades e como elas determinam destinos pouco agradáveis a empresas bem geridas, saudáveis e lucrativas (exemplos como a Vectura e a Whole Foods).

Entretanto, hoje li no Expansión que uma capital de risco se prepara para vender a Purever, "El fondo portugués Draycott prepara la venta de Purever". Recordo de Maio passado, como o tempo voa, um link enviado por mão amiga, "Empresa sediada em Nelas ganha contrato de 30 milhões de euros para fábrica da Jaguar no Reino Unido

Da notícia do Expansión há algo que me faz pensar:
"La compañía cerró 2025 con alrededor de 450 millones de euros en ingresos y su ebitda se sitúa en el entorno de los 35 millones de euros en la actualidad, según explican las fuentes consultadas, que precisan que la valoración del grupo podría situarse en una horquilla de entre 300 y 350 millones de euros en una operación corporativa."
Em teoria, uma empresa a operar para este tipo de clientes exigentes (Google, Microsoft, Fuji, Lilly, Novo Nordisk por exemplo), e a fazer:
"La compañía, con sede en Lisboa, se dedica al diseño, fabricación y construcción de instalaciones técnicas de altas prestaciones. Está especializada en controlar variables críticas como temperatura, humedad, partículas, presión y contaminación en cámaras frigoríficas, salas blancas y edificios tecnológicos."

Deveria ter margens mais robustas, mas adiante, volto ao livro:

A Purever parece saudável, internacionalizada e em crescimento. No entanto, o seu destino poderá agora ser determinado menos pelos clientes, pelos trabalhadores ou pelo projecto industrial construído ao longo dos anos do que pelas regras de governância e pelo calendário de saída de quem controla o capital. Não porque a empresa tenha falhado, mas porque, para um fundo, uma empresa bem-sucedida é também, e talvez sobretudo, um activo pronto a ser vendido.




Sem comentários: