um país sério, perante a onda de calor que aí vem, decretava obrigatoriedade de trabalho remoto ( para todos os empregos em que isso é possivel ), durante os próximos dias
— umDiogo (@umDiogoScp) July 1, 2026
Um país sério precisa apenas de alguém suficientemente iluminado para decretar, de cima para baixo, que todos os empregos “possíveis” passam a ser remotos por uns dias.
A beleza da fórmula está no detalhe: ninguém sabe exactamente quem decide o que é possível, quem garante o serviço ao cliente, quem assegura a produção, quem responde ao idoso, ao doente, ao aluno, à obra, à loja ou à fábrica, mas isso são minudências burguesas.
O importante é a pose moral: chamar de "país sério" a uma pequena fantasia administrativa em que a complexidade do trabalho real desaparece perante a caneta redentora do decretador de serviço.
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