Seth Godin em "None of it is important (and all of it is)" escreve:
"It’s all important. And none of it is."
Tudo é importante porque há sempre alguém para quem aquilo conta. Nada é importante em absoluto porque o mundo é maior do que a nossa experiência imediata.
Talvez viver bem seja isto: levar suficientemente a sério o que temos diante de nós, sem nos convencermos de que isso é o centro do universo.
Todos os dias, na minha oração principal, recordo alguém que supostamente terá posto termo à sua vida na adolescência. E, às vezes, sou desviado. E penso que o mundo é maior do que a nossa irritação, o nosso medo, a nossa urgência, a nossa pequena vitória ou a nossa pequena tragédia. Aquilo que hoje nos consome pode, daqui a dias, parecer menor. Aquilo que nos parece central pode ser apenas central porque está demasiado perto dos nossos olhos. A proximidade aumenta o tamanho aparente das coisas. Nem sempre aumenta a sua verdadeira importância.
Como evitar ser dominado pelo que nos acontece? Como evitar que se torne um absoluto?
Não podemos negar a importância do que nos acontece, mas temos de aprender a recusar que isso se torne absoluto. Cuidar do instante sem ficar prisioneiro dele...
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