terça-feira, maio 19, 2026

Curiosidade do dia



Interessante pensar na taxa de ebulição.

Mão amiga, hoje à hora do almoço mandou-me este link "World market leader in special mechanical engineering bankrupt" de onde cito:

"The company is considered the world market leader for special stoves, which are used in the automotive industry, among other things.

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Car suppliers and their suppliers in particular are in a crisis that is often characterized by chain reactions. In Rhineland-Palatinate, a mechanical engineering specialist for drive technology has just filed for bankruptcy. 110 employees are affected. And in the city of Speyer, 1200 jobs are on the verge because two car suppliers are ending their production there. At the car supplier Bayrak in Lower Saxony and Hesse, 400 people are currently worried about their jobs. In the Harz Mountains, Saxony-Anhalt, 1000 jobs are currently at stake because two car suppliers went bankrupt in one day. The German world market leader for industrial furnaces now joins this list."

Entretanto, no Handelsblatt de hoje em "China baut in Europa so viele Fabriken wie nie zuvor" que, segundo o Google tradutor, quer dizer: "A China está a construir mais fábricas na Europa do que nunca." pode ler-se:

"As empresas chinesas estão novamente a investir — com mais intensidade na Europa. No ano passado, os investimentos aumentaram 67%, atingindo o valor de 16,8 mil milhões de euros — o nível mais elevado desde 2018. Esta é a conclusão de um estudo do think tank chinês Merics e do Rhodium Group, que foi divulgado pelo Handelsblatt.

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As empresas chinesas estão a construir novas fábricas na Europa, principalmente no sector automóvel. Os investimentos totais nesta área totalizaram 7,6 mil milhões de euros no ano passado. Mais de 90% deste investimento concentrou-se na cadeia de abastecimento de veículos elétricos. A empresa chinesa CALB está a construir uma fábrica em Portugal, a CATL uma unidade de produção na Hungria e a Gotion uma gigafábrica na Eslováquia. A VW está a considerar utilizar a capacidade ociosa das suas fábricas na Alemanha com a ajuda de parceiros chineses em joint-ventures.

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Apesar do aumento da actividade de investimento, as exportações chinesas para a UE continuam a crescer. A escala do fluxo de mercadorias é tão grande que os economistas falam de um novo "choque chinês". As empresas alemãs, em particular — fabricantes de automóveis, fornecedores e construtores de máquinas — estão sob intensa pressão competitiva, uma vez que os chineses oferecem produtos não só baratos, mas também de qualidade cada vez maior."

E já agora, a mesma mão amiga tinha-me enviado ontem esta imagem:


Os fornecedores portugueses devem preparar-se para vender também a empresas chinesas na Europa.

A estratégia não deve ser apenas "como continuo a vender aos alemães?" Deve passar também por: "como me qualifico junto de fabricantes chineses instalados na Europa?"

Isto implica compreender os processos de compra, a cultura de decisão, os requisitos técnicos, a velocidade de resposta e as expectativas de custo destes novos actores.

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