O The Times do passado dia 12 de Abril publicou "How Steve Jobs saved Apple from destruction".
Entre essas decisões estiveram a substituição de parte do conselho de administração, a reorganização da empresa, a criação de uma cultura interna mais directa e mais exigente, o corte drástico da gama de produtos e o lançamento da campanha “Think Different”, que ajudou a recuperar a alma e a imagem da Apple. Ao mesmo tempo, Jobs tentou travar a saída de talento e restaurar a confiança dos mercados.
"Apple was still trying to keep 15 product lines alive. "I mean, I couldn't figure out the damn product line after a few weeks," Jobs said.
Finally, in a strategy session with his top lieutenants, he jumped up, grabbed a marker pen and impulsively drew two intersecting lines on a board, forming a quadrant. Apple, he said, should make only four products: two laptops and two desktops. The room was silent. Surely this was going much too far. [Moi ici: Recordar]
The idea would mean shutting down 70 per cent of the company's projects. It would mean flushing away millions of dollars of investment [Moi ici: Os custos afundados]. But Jobs was emphatic. "If we only had four, we could put the A-team on every single one of them," he said. The cancellations upset many of Apple's people deeply."
A recuperação não começou com um grande produto novo, mas com escolhas de liderança muito claras e, quase sempre, dolorosas: simplificar, concentrar recursos, reerguer a equipa, redefinir a marca e voltar a dar coerência à empresa. O primeiro grande sinal de viragem acabou por ser algo inesperado: o regresso ao lucro.
Uma PME em dificuldade tem, muitas vezes, a tentação de manter tudo vivo: demasiados produtos, demasiados clientes, demasiadas frentes, demasiadas excepções. O artigo mostra o contrário: quando os recursos são escassos, concentrá-los em poucas apostas fortes pode ser mais inteligente do que tentar salvar tudo. Às vezes, crescer começa por cortar.


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