quarta-feira, abril 08, 2026

Curiosidade do dia


O meu amigo Paulo comentou este artigo, "A AI vai mudar o organograma das empresas – e acabar com o ‘middle management’", no Twitter:

E fez-me recordar Heidi & Alvin Toffler ...


Há partes do artigo que parecem ter sido retiradas do vídeo (primeiros 8 ou 9 minutos).

A ideia central é que, pela primeira vez, existe um sistema, a IA, capaz de manter uma visão continuamente actualizada das actividades e decisões da empresa e de usar essa informação para coordenar o trabalho. Numa empresa tradicional, o gestor sabe o que se passa na equipa e transmite contexto para cima e para baixo. O artigo argumenta que a IA pode passar a desempenhar grande parte dessa função de integração e circulação de contexto.

O artigo cita ainda a ideia de que a velocidade é um dos melhores indicadores de sucesso, sobretudo em startups, e sugere que a IA pode alterar a forma de trabalhar muito mais profundamente do que apenas melhorar a eficiência.

Sim, a velocidade é importante e há muita falta dela
Sim, há muitos gestores intermédios que não passam de uma espécie de rentistas. No entanto, não creio que os gestores possam ser eliminados; têm, é de ser, muito mais criativos e proactivos.

BTW, agora pensem no impacte disto na organização do Estado...

Nas democracias parlamentares, também existem muitas camadas de mediação: administração pública, direcções-gerais, gabinetes, ministérios, comissões, partidos, parlamento. Tal como nas empresas, parte dessas camadas existe para recolher, interpretar, filtrar e fazer circular informação, bem como para coordenar decisões entre muitos actores.

Seguindo a lógica do artigo, poder-se-ia dizer que a IA poderia reduzir parte dessa necessidade de intermediação técnica. Por exemplo, poderia consolidar informação dispersa, simular impactos, acelerar a preparação de decisões, acompanhar a execução e dar aos decisores uma visão mais contínua da realidade. Terreno perigoso, porque não é só a eficiência que conta, também a legitimidade, o controlo, a responsabilidade política, o escrutínio, a negociação, ...



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