sexta-feira, janeiro 28, 2011

A definição da estratégia é demasiado importante para estar nas mãos dos burocratas de Bruxelas

"procede-se à publicação de um sexto texto produzido pela Comissão Europeia a propósito do sector metalúrgico e metalomecânico na União Europeia"
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Mas quem é que escreve estes relatórios?
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Que experiência de vida têm?
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O que é que já sofreram em primeira mão com o problema?
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Cá vai um trecho:
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"Criar mão-de-obra qualificada
Os engenheiros, os desenhadores e os próprios empresários e gestores precisam desesperadamente de competir com os países emergentes como a China. (Moi ici: Pelo contrário, precisam de fugir dessa concorrência, desse tipo de concorrência, precisam de estar em terrenos onde gozam de vantagens competitivas) Os Estados membros e a indústria deveriam centrar-se, assim, em programas de aprendizagem permanente destinados a todo o pessoal, desde os operários aos chefes de projectoMoi ici: Só se for para alimentar as entidades formadoras e consultoras que vivem dos subsídios e apoios e sei lá que mais. A falta não é de mão-de-obra qualificada, a falta é de clientes!!! Há que criar procura!!! Há que deixar de pensar na técnica, na fábrica, e procurar clientes onde se possa ser um fornecedor de eleição!!) O reconhecimento à escala europeia das qualificações dos engenheiros permitiria uma maior mobilidade de especialistas na Europa. Finalmente, deveria utilizar-se a Directiva sobre o "cartão azul" (Directiva 2009/50/CE, do Conselho, de 25 de Maio de 2009), para atrair mão-de-obra qualificada de países terceiros.
Se deseja atrair tais pessoas, a indústria terá de lhes fazer ver que a engenharia metalúrgica não se limita a fabricar componentes para a indústria automóvel: trata-se também de produzir carros bem desenhados, (Moi ici: LOL, LOL, LOL, quem escreve estes relatórios arrebanhou ideias de um qualquer mindmap ... mais um burocrata, certamente!!! Até parece que são as empresas metalomecânicas que tratam do design dos carros!!) mais ligeiros e com um melhor rendimento. Este objectivo pode alcançar-se através de campanhas de publicidade e estratégias de marca." (Moi ici: LOL, LOL, LOL, empresas que operam no B2B a fazerem campanhas de publicidade... tomaram qualquer coisa)
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Trechos retirados do artigo "Opções estratégicas para o futuro do sector " publicado no semanário Vida Económica

2 comentários:

Pedro Soares disse...

Ri tanto a ler este post que tive que deixar um comentário.

Pq não deixam o mercado da metalomecânica para as empresas da metalomecânica?

De qualquer forma acho que a formação é necessária, mas não nos moldes com que o Carlos brincou (e bem), mas sim através da criação de escolas tecnológicas e industriais de qualidade com capacidade de formação de base nas áreas profissionais que OS MERCADOS precisão. É um objectivo de longo prazo…

Carlos disse...

Sem surpresas. Comissões nunca produzem(?)nada de bom.


Uh! Ando a ler o "Poorly made in China" de Paul Midler.

Embora seja um retrato muito limitado da indústria Chinesa há momentos deliciosos (pág 63,64):

"At lunch, I mentioned that I had seen two motorists settle the matter of a car accident by the side of the road. They did not involve the police, and they resolved their own dispute rather peaceably. Arriving at a settlement had involved taking into account allocations of responsibility, bearing in mind relative income levels and taking a guess at the amount of property damage that had been caused. I told Tina that it had been fascinating to watch and that I had been genuinely impressed with how neither of them felt the need to involve any third party. Chinese perhaps had no choice but to work out disputes for themselves, I suggested, because they lacked access to formal remedies.

Tina said that I had it backwards, that they didn’t bother with intermediaries such as insurance agents or attorneys, because they felt more than capable of handling their own affairs."

Bom fim de semana!