sexta-feira, outubro 30, 2009

Um revés!!!

Hoje tive um revés!!!
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Hoje fiquei triste!!!
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Uma empresa com a qual tive a oportunidade de fazer uma reflexão estratégica, uma empresa com potencial para dar o salto, para deixar de ser um private label manufacturer para passar a ser um brand manufacturer, optou por não apostar nos factores intangíveis do negócio... optou por não investir no marketing, na marca associada ao seu produto-novidade que está a ser um relativo sucesso.
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Fico triste porque se fosse para investir o dobro do dinheiro numa máquina, em hardware tinha havido OK!!!
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Daniel Bessa, na reunião da COTEC afirma:
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""As PME praticamente não beneficiam destes programas. Nós estivemos a trabalhar esse problema, fizemos inquéritos à nossa rede, e vamos sair de Madrid com uma proposta conjunta, que vai ser apresentada aos três governos e à União Europeia. Sem falsas modéstias, acho que temos contributos a dar nestas matérias, e, se conseguirmos convencer a Comissão, e melhorarmos o acesso das PME a estes financiamentos, vamo-nos todos sentir muito orgulhosos"" (Trecho retirado deste artigo do Público "Cotec Portugal concebe plano para aumentar acesso das PME a fundos comunitários")
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E ainda,
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"Um estudo ontem apresentado por Daniel Bessa no quinto encontro da Cotec Europa, que reúne as organizações de Portugal, da Itália e da Espanha, deixou claro que as pequenas e médias empresas destes países apresentam muitos projectos aos programas europeus de financiamento da investigação e desenvolvimento, mas só muito poucos são aprovados e os que o são resultam quase sempre em investimentos de pouco vulto." (Trecho retirado deste artigo do Público "Um rei e dois presidentes juntos pela inovação")
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E quantidade será sinónimo de qualidade? Será que esses projectos se referem a investimentos tangíveis, do género mais máquinas, ou a investimentos intangíveis, do género mais conhecimento, mais formação, mais design, mais marketing, mais marca???
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Receio que esta argumentação numérica seja perigosa, os projectos podem ser rejeitados porque simplesmente são mais do mesmo... só estou a especular.
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Verdade seja dita que a gestão da empresa até queria apostar... mas o homem que assina os cheques, que não esteve envolvido no projecto, não esteve disponível para tal.
NOTA: O revés não foi para a minha carteira, não sou especialista em marketing, sou só um curioso, a acção de marketing era para ser desenvolvida por quem sabe e tem experiência. É um revés pessoal (meu e de quem lê este blogue em Portugal) por que significa que é mais uma empresa do meu país que ainda não está emocionalmente preparada para o salto, tem muito potencial, tem um bom produto, mas só a funcionalidade não chega.

3 comentários:

lookingforjohn disse...

Se fosse para comprar uma máquina havia a sensação do retorno imediato: a posse materializada fisicamente.
Era só adrenalina. O jogo da negociação, o ganhar o vicio devagarinho, começar a não ter tempo para nada porque se vai ver uma máquina igual já instalada noutra empresa ou porque se anda a ter reuniões com os "representantes" da marca (sabe bem dizer isto, "vou estar com o representante da marca", as pessoas parece que se sentem mais felizes quando podem recorrer a esta expressão).
Preparar o espaço na fábrica, que trabalheira, mas quem corre por gosto não cansa. Descarregar a máquina, pô-la a trabalhar, falar com os técnicos estrangeiros, ver sair a primeira peça!! É posse, é emoção, é palpável, é passível de ser apresentado aos amigos e parceiros.
Só que...
É efémero...
E a partir daí, da 1ª peça, tem um pequenito senão... é que se não houver encomendas, ela não trabalha.
E o resto é história comprovada.
Sempre a história do bilhar amador...

PS.: "E quantidade será sinónimo de qualidade? Será que esses projectos se referem a investimentos tangíveis, do género mais máquinas, ou a investimentos intangíveis, do género mais conhecimento, mais formação, mais design, mais marketing, mais marca???" - Não quero ser negro, mas não se esqueça de que a formação fonanciada é um dos maiores cancros a afectar as nossas organizações nos últimos anos, tendo em conta que na generalidade, só produz "menos tempo disponível para produzir pela parte dos funcionários que estão nas formações impostas a martelo sem que tenham a menor pertinencia para a organização à qual estes pertencem". Por isso, eu excluiria da sua questão a formação, e ficar-me-ia pelos outros aspectos...

lookingforjohn disse...

Sobre a formação, um curto diálogo: http://comunicacaomarketing.blogspot.com/search?q=equipas+de+alto+rendimento

CCz disse...

John, juro que reflecti sobre a inclusão da formação. Decidi incluir a formação, apesar de tudo, em homenagem ás que funcionam, ás que não são só para encher chouriços.
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Ainda para mais, ao início da manhã, numa conversa telefónica, falaram-me sobre as pessoas que do seu bolso este ano investiram na sua formação, para aumentarem a sua empregabilidade futura.