segunda-feira, janeiro 08, 2007

"Só acredito no meu marido" *

Compreendo, e até apoio, o acesso de quem acredita, de quem luta, de quem está a construir o futuro, ao espaço mediático.

No entanto, nunca me esqueço que durante os governos Guterres, para este senhor, estava tudo bem, depois acabou por desaparecer para Timor.

Quando trabalho com uma organização em dificuldades, não proponho ás chefias que peçam aos seus colaboradores, peço-lhes que lhes façam um desenho, que lhes expliquem como vai ser feita a travessia do deserto, peço-lhes que contem como será a Terra Prometida para onde vão. Acreditar no futuro não pode ser, só uma questão de fé!
Uma boa estratégia explicada, uma implementação consequente, a acção diária, a conduta quotidiana de quem lidera, há-de contribuir para o aparecimento e crescimento da fé.


* expressão ouvida, na plateia, quando numa apresentação, um director-geral começou por pedir aos seus colaboradores que acreditassem num futuro melhor, antes de lhes explicar qual o caminho, para esse futuro.

1 comentário:

rui gonçalves disse...

o seu texto fez-me sorrir e recordar uma situação semelhante que enfrentei alguns anos atrás: ao pedir um espírito
cooperante a um colaborador (a quem à data pretendia "acrescentar valor" às sua funcções, respondeu-me com um lacónico "oh chefe, sem dinheiro não há palhaço"...