O WSJ de ontem publicou "How Sweden Learned to Love Capitalism".
Este tweet faz um bom resumo:
Okay, fine, let's be a little more like Sweden.
— Dominic Pino (@DominicJPino) May 12, 2026
🇸🇪 1/3 of high schools are privately run
🇸🇪 taxes cut three years in a row
🇸🇪 public social spending has fallen as a % of GDP
🇸🇪 debt-to-GDP is 36%
🇸🇪 inflation-adjusted household income 2x since the '90s
Ia sublinhar aquele "taxes cut three years in a row", mas é injusto, tudo o resto merece ser sublinhado.
O artigo descreve a transformação da Suécia: de símbolo clássico do Estado social "do berço à sepultura" para uma economia muito mais aberta ao capitalismo, à iniciativa privada, à concorrência e à inovação.
"For decades, Sweden was shorthand for the brand of high-tax, high-spend government that managed people's lives from cradle to grave through state-run hospitals, schools and care homes.
No longer. With little fanfare, this Nordic country of 11 million has embraced capitalism.
Today, nearly half of primary healthcare clinics are privately owned, many by private-equity firms. One in three public high schools is privately run, up from 20% in 2011."
Durante décadas, a Suécia foi associada a impostos elevados, forte intervenção pública, escolas e saúde dominadas pelo Estado. Mas, depois da crise económica e bancária dos anos 90, o país fez reformas profundas: reduziu impostos, conteve despesa pública, impôs disciplina orçamental, abriu sectores como educação, saúde e cuidados a operadores privados, e criou um ambiente mais favorável ao investimento, ao empreendedorismo e às empresas tecnológicas.
O resultado apresentado é uma Suécia mais dinâmica, com crescimento robusto, muitos “unicórnios”, mais investimento privado e maior capacidade de inovação.
A Suécia pagou o preço político das reformas nos anos 90. Mas essa disciplina permitiu-lhe entrar no século XXI com menos dívida, maior flexibilidade e maior capacidade de atrair investimento. O contraste com países que preferem adiar decisões difíceis é evidente.
Como ouvi os 4 episódios do podcast "The Rest Is History" sobre a Inglaterra dos anos 70 tenho fresco na mente alguns nomes da minha infância: Harold Wilson e James Callaghan. E a despesa pública cresceu 68% em apenas 2 anos, de 1974 para 1975.
Entretanto, hoje no FT Janan Ganesh escreve:
"The problem has never been Starmer — it's Labour. The movement exists to spend public money, of which there is all too little. It will still be blaming "austerity" when the bailiffs and receivers are banging on the door."
E perceber que, em Portugal, baixar impostos é uma miragem...
Quero que os impostos baixem, mas não quero que a despesa suba. Baixar impostos sem reduzir a despesa não é sério.

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