Recorrentemente encontro este artigo na internet, inicialmente publicado em Junho de 2023:
Artigo que comentei em A evolução da produtividade (parte III).Perguntem (estou armado em Chief Liz Danvers):
- Por que é que a indústria do vidro na Marinha Grande está a enfrentar uma escassez de mão de obra?
- Quais são as condições de trabalho oferecidas pela indústria do vidro na Marinha Grande?
- Como é que a indústria do vidro na Marinha Grande se compara com outras indústrias em termos de atractividade para os trabalhadores portugueses (locais)?
- Como é que essa situação se compara com tendências de emprego similares em outras regiões de Portugal?
- Será que os portugueses são preguiçosos?
- Será que os portugueses acham que trabalhar na indústria do vidro é atentatório da sua honra e bom nome?
Qual será o preço médio das peças de vidro fabricadas manualmente na Marinha Grande? Até que ponto esse preço liberta margem para pagar salários interessantes?
Confesso a minha parcialidade nestas coisas: tudo se reduz ao salário que se pode auferir. O "salário mínimo" para um português-tipo poder viver uma vida de acordo com os seus padrões pessoais cresceu muito mais, e mais depressa, do que a capacidade das indústrias tradicionais subirem preços ou aumentarem a produtividade para continuarem atractivas. Os trabalhadores mais velhos ou porque estão "instalados", ou porque são medrosos, continuam a valorizar os seus custos afundados e a permanecer agarrados a empresas que estão condenadas a empobrecê-los, porque também elas estão condenadas a empobrecer. O salário vem do preço a que os clientes estão dispostos a pagar. Os novos não estão dispostos a seguir a mesma via, são livres.
Não matem empresas, mas deixem-nas morrer!

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