Regras clássicas a seguir para redigir uma não conformidade:
- Ser uma constatação negativa. Algo está errado!
- É uma violação de um requisito. Uma qualquer promessa feita num dos documentos do sistema de gestão, ou exigida pelo referencial, não foi cumprida.
- Ser significativa. Deve de algum modo relacionar-se com valores importantes para o negócio e mostrar como os afecta de um modo negativo.
Mais uma forma de tentar dar o salto da conformidade para o desempenho:
Descrição da não-conformidade segundo as duas primeiras regras:
Evidenciado Plano de Manutenção Preventiva previsto na ficha de processo 4.1 versão 3.
No entanto, a empresa não evidenciou registos do seu cumprimento em 2017.
Como usar a terceira regra?
Qual a consequência de não se realizar a manutenção preventiva?
Ocorrem avarias!
Quais as consequências potenciais dessas avarias?
- Custo de reparação
- Tempo de paragem
- Custo de não produção
- Quantidades não produzidas
- Horas-extra para recuperar tempo perdido
- Menos anos de vida-útil
- Perda de características
- ...
Entre a realização da auditoria da auditoria interna e a entrega do relatório, o auditor pode pedir ou pesquisar informação sobre avarias, custo de avarias, tempos de paragem, horas-extra, ... pode solicitar a informação à Qualidade, ou Manutenção, ou Produção, ou Controlo de Gestão, ou Contabilidade, ou Recursos Humanos, ou ...
Ao redigir a versão final da não-conformidade o auditor pode juntar 3 peças:
Evidenciado Plano de Manutenção Preventiva previsto na ficha de processo 4.1 versão 3.
No entanto, a empresa não evidenciou registos do seu cumprimento em 2017. Entretanto, nos primeiros 7 meses deste ano os custos com avarias cresceram 20% e, os tempos de paragem por avaria cresceram 15%.
Uma não-conformidade escrita desta maneira é capaz de despertar o interesse da gestão de topo nesta coisa menorizada que são as auditorias internas.
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