Hermann Simon, que tanto aprecio e que
recentemente visitou Portugal, fala dos campeões escondidos. Empresas
desconhecidas do mainstream, empresas que não frequentam o circuito da carne
assada, empresas que não ocupam as páginas dos media, empresas que viajam pelo
mundo à procura de clientes que possam servir com vantagem
competitiva.
.
Em Estarreja, em 2011, conheci uma
empresa dessas. Apanharam em cheio o impacte de 2009 na economia mundial e passaram um mau bocado.Não
desistiram, contra tudo e contra todos, mantiveram a fé neles e no futuro.
Apostaram na inovação, um dos gerentes é daqueles que se comporta como uma
criança a fazer experiências, a testar coisas que os engravatados nem pensam ou
julgam que não é possível. E apostaram em dar-se a conhecer ao mundo. Enquanto o
país era encharcado pelos media no cortisol que afunila e encolhe o cérebro, eles
meteram os pés ao caminho e começaram a ser presença regular nas feiras
internacionais do sector:
- Brasil,
- Rússia,
- Estados
Unidos
- Alemanha
- Holanda
Foi
do melhor que fizeram, ao visitarem essas feiras não só se deram a conhecer, não
só estabeleceram contactos como tiveram injecções de optimismo, mesmo sem
encomendas, pois viam o potencial que havia.
.
Apostaram no site, no Linkedin, na
comunicação técnica, nos testemunhos de clientes satisfeitos, começaram a calçar
os sapatos dos decisores e a fazer as contas por eles, demonstrando com números
os ganhos de produtividade que podiam ter recorrendo às suas
máquinas.
.
Na
semana passada, recebi um e-mail carregado de orgulho são e contentamento,
depois de vendas concluídas com sucesso para países como:
- Brasil
(apesar do proteccionismo brasileiro, a inovação das suas máquinas permite
flanquear as pautas alfandegárias)
- México;
- Porto
Rico;
- El
Salvador;
- Roménia; e
- Zimbabwe
Como não ter orgulho por esta gente, que
soube dar a volta, que soube não dar ouvidos aos cantos das sereias das
desgraças.
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