Parte II (Couro)
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Ora aqui está um sector muito heterogéneo. Recordar "Exemplo da diversidade intra-sectorial". Vestuário:
- de marca;
- de private label;
- de fast fashion;
- de low cost
- técnico;
- ...
Com factores como o preço, o prazo de entrega, o prazo de pagamento, o tamanho dos lotes, a variedade, a cotação do euro, o poder de compra nos mercados de destino ... a influir na maior ou menor atracção da produção ser em Portugal.
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Eis a evolução do desemprego desde Janeiro de 2002 a Março de 2015:
Um ponto importante, o número de desempregados no sector do Vestuário, em Março de 2015 (15136), é praticamente igual ao número de desempregados em Janeiro de 2002 (14999). Podemos dizer que o efeito China está a acabar de ser digerido.
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As barras vermelhas representam:
- Setembro de 2005, um primeiro pico de desemprego com 28807 desempregados, o resultado do embate da China;
- Dezembro de 2007, um mínimo local com 18480 desempregados (não sei como explicar esta evolução);
- Abril de 2010, novo pico de desemprego com 28701 desempregados (o efeito do annus horribilis?).
Esta imagem ilustra de certa forma a transformação brutal, brutal mesmo, que ocorreu no sector:
Alguns momentos sublinhados neste blogue, ao longo desta viagem:
- Cuidado com as generalizações, não há "sunset industries" (Fevereiro de 2008)
- Arrepiante (Outubro de 2010)
- Começa a entranhar-se o locus de controlo interno no têxtil. Cool!!! (Outubro de 2011)
- À atenção de MFL (Junho de 2012)
- "Se tudo correr bem o desemprego vai aumentar" (Abril de 2013)
- O desassossego é bom (Novembro de 2013)
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