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sábado, dezembro 26, 2009

Paralelismos

Escreve Nicolau Santos no caderno de Economia do semanário Expresso de 24 de Dezembro último:
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"Dizia-me esta semana o presidente português do ramo de uma grande multinacional instalada em Portugal: o TGV entre Lisboa e Madrid vai ser mais um argumento para as grandes empresas transnacionais se instalarem em Madrid e gerirem os mercados espanhol e português a partir daquela capital. Ora aqui está um argumento que certamente não entrou nas cogitações do Governo e de José Sócrates, que insistem nos grandes investimentos públicos, em particular do TGV (cujo concurso para o primeiro troço Caia-Poceirão já foi aliás adjudicado), como forma de relançar a economia. Mesmo descontando o facto de com a ligação a Lisboa, Madrid se tornar o indiscutível centro da Península Ibérica — o que, obviamente, e sob qualquer ponto de vista, não será benéfico para os interesses nacionais — não deixa de ser surpreendente como o Governo insiste na construção do TGV contra todas as evidências."
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Saliento o paralelismo com o que escrevi há exactamente um mês sobre o efeito sobre a proximidade e sobre a drenagem aqui.
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3 comentários:

  1. Tb acho, começa a ser coincidência a mais (a sua suspeita sobre as fontes do NS).
    O fliscorno é que lhe apanhou a carapuça! (ao NS)
    Começa a ser vergonhoso - este senhor (NS) é suposto ser jornalista???
    Estamos entregues a este LIXO...

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  2. O TGV será bom para que os Portugueses que necessitem viajar a Madrid para realizar negócios e para que os Portugueses que trabalhem em Madrid possam vir passar fins de semana a Lisboa com maior comodidade.

    É indiscutível que no contexto actual a opção de tratar Portugal como uma região mais da Península Ibérica é normal, cabe nos encontrar formas criativas para proteger o nosso mercado.

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