Porquê nós?

Se chegou a aqui na sequência de uma pesquisa deliberada talvez a sua empresa ande à procura de uma ajuda.
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Talvez as coisas estejam a correr bem e pretenda sistematizar o que de bom está a acontecer para fazer batota e aproveitar ainda muito mais a maré. Por vezes, empresas nessas circunstâncias sentem que estão a crescer muito depressa e precisam de alinhar os novos colaboradores com a cultura da organização sob pena de se instalar o caos.
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Ou então, talvez as coisas não estejam a correr bem e sinta que é preciso testar uma outra abordagem ao mercado.
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Seja qual for a sua situação, depois de percorrer este blogue e ficar com uma ideia sobre o que fazemos, talvez seja assaltado pela dúvida, porquê trabalhar com um anónimo da província?
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Dê-nos o beneficio da dúvida e imagine que realmente estamos a entranharmos-nos num novo paradigma económico, aquele a que chamo Mongo/Estranhistão.
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O mundo do século XX, o mundo do Normalistão, era um mundo onde a oferta era menor do que a procura, era um mundo onde basicamente só havia uma estratégia para ter sucesso, a da eficiência, a da escala, a do volume, a do preço mais baixo. Em qualquer sector, quando se olhava para a paisagem competitiva, todos viam uma única estratégia para ter sucesso:
Subir ao único pico da figura da esquerda.
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No século XX era tudo muito mais fácil para as empresas. Mesmo que não houvesse uma estratégia formulada de forma consciente, existia, por concepção, (by default, como dizem os ingleses), um conjunto de práticas que juntas formavam um padrão em torno da competição pelo preço, pela eficiência, pelo custo unitário mais baixo.
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Se dermos crédito à hipótese de estarmos a convergir para Mongo, Então, a figura que melhor relata a situação das empresas é a da direita. O truque já não é o de perseguir o BIG HIT, o truque é trabalhar para nichos.
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Quando se trabalha num mundo de nichos, quando se está na figura da direita, é preciso escolher, deliberadamente, qual o pico, qual o nicho, qual a estratégia. Nesta fase da viagem para Mongo, continuam a existir empresas grandes. Empresas grandes são empresas muito escrutinadas. Facilmente, os media divulgam o que elas fizeram, o que elas decidiram, o que elas escolheram. Essas escolhas até podem ser as mais indicadas para elas, tendo em conta a sua estratégia e posicionamento mas, certamente, não são as mais indicadas para PME que operam no mesmo sector, no mesmo mercado. Assim, porque normalmente as PME não fazem grande reflexão estratégica e porque acham que o que as grandes do sector decidiram é o correcto, (são grandes, têm o apoio de consultores de empresas de renome, têm quadros competentes. "Se decidiram assim é porque é o caminho que também devemos seguir" costumam pensar). Estão a ver o filme:


É como dizer que o pequeno borrelho da direita da figura tem de ter o mesmo comportamento que o flamingo da esquerda. É esquecer que cada empresa pode e deve escolher o seu nicho, o seu pico. É esquecer que aquilo que serve para uma não é necessariamente a melhor opção para outra.
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Assumir que nos estamos a entranhar nesse novo mundo económico chamado Mongo/Estranhistão tem uma implicação tremenda para as PME.
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Têm de pensar cada vez menos como seguidoras e pensar cada vez mais como pioneiras, como líderes de decisão, como construtoras do seu próprio caminho.
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E é aqui que entra este anónimo de província, com quase 15 anos de experiência de pensamento e reflexão estratégica com e para PME. Habituado a lidar com a crónica falta de recursos, que pode ser contornada com criatividade, parcerias e paciência estratégica. Testeunha em primeira mão e participante orgulhoso da "luta" das PME industriais portuguesas, para descobrir a alternativa à invasão chinesa durante primeira década do século XXI, e da luta das empresas do mercado interno em colapso, com a chegada da troika depois de 2011. E trabalhar com PME não é o mesmo que trabalhar com empresas grandes, recordar "Do concreto para o abstracto e não o contrário"
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Talvez possamos ajudar.

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