terça-feira, janeiro 23, 2007

A paixão pela educação

Os mitos não resistem ao confronto com os factos.

A propósito deste artigo de opinião de Francisco José Viegas no JN de ontem "A paixão pela educação", saliento este excerto:

"Quando oiço o primeiro-ministro apresentar o QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e os seus fundos como uma oportunidade para valorizar a educação, temo estarmos a cair num erro crasso o de pensar-se que a educação precisa apenas de mais investimento e de mais dinheiro. Não. O problema não é dinheiro. É também juízo e exigência."

Basta atentar em alguns factos, em números, publicados pelo INE, para concordar que o problema não é dinheiro, nem é falta de doutorados, watch and prepare to be dazzled:

Entre Portugal e Espanha, qual gasta mais dinheiro, por cabeça, em educação,?Entre Portugal e Espanha qual tem turmas mais pequenas? Entre Portugal e Espanha, qual tem mais doutorados por cabeça?

3 comentários:

rui goncalves disse...

Artigo interessante ! Pelos vistos não será tanto uma questão quantitativa mas sim qualitativa. Aproveito para dizer que prossigo a leitura do seu livro, pelo qual lhe queria dar os meus parabéns. É possível que me ocorram algumas dúvidas de interpretação (que estou a listar religiosamente), que depois lhe enviarei. Cumprimentos.

CCz disse...

Obrigado por ter aparecido e ter deixado um comentário.

Agradeço as suas palavras quanto ao livro.

Quanto à lista, mais uma vez agradeço. Do diálogo, do confronto de ideias, podemos sempre aprender, uns com os outros. Espinosa dizia que um tirano nunca nos pode impedir de ser livres, na nossa mente, no nosso pensamento. Popper, no entanto, dizia que Espinosa não estava a ver bem o "filme", de pouco vale a liberdade mental individual, se não pudermos trocar ideias e aprender uns com os outros. Fico a aguardar.

Sswift disse...

mais uma vez, será a díade qualidade\quantidade a funcionar? ou será a mentalidade mesquinha tipicamente portuguesa que leva os mais inteligentes a tentar enganar o estado em vez de melhorar o estado?
afinal Espanha era mais pobre que nós antes de entrar na UE, mas isso são outras conversas.